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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sequência Didática - o dia e a noite


SEQUÊNCIA DIDÁTICA 
TEMA: O DIA E A NOITE - Ano escolar: 2
Por Cleide Merenso dos Reis
Essa sequência didática  foi uma das atividades desenvolvidas no curso do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa- PNAIC.  
OBJETIVO GERAL:  Introduzir noções básicas de tempo e espaço de forma lúdica e interdisciplinar.
DISCIPLINAS ENVOLVIDAS:
  • Ciências
  • Língua Portuguesa
  • Matemática
  • Geografia e História
  • Artes
PRIMEIRO  DIA
Conteúdos  da aula: O céu e a Terra/ Medida de tempo.
Disciplinas envolvidas: Ciências, Língua Portuguesa e Matemática.
Gênero: Texto instrucional e informativo.
Objetivos da aula:
  • Diferenciar o céu noturno do céu diurno por suas características;
  • Observar a presença de diferentes animais ativos durante o dia e a noite;
  • Perceber que os períodos de claro e escuro influenciam o comportamento dos seres vivos;
  • Investigar por meio de um experimento o movimento aparente do Sol ao longo de  4 dias em horários diferentes a variação do tamanho da sombra de um objeto.
  • Compreender que o tempo, além de ser dividido entre o dia e  noite, pode ser medido em horas, dias, semanas, meses, ano e outras unidades.
 Procedimentos metodológicos:
1º Momento: Ler o livro: Estrelas e  Planetas.
Realizar exploração oral sobre o livro lido
 Explorar conhecimentos prévios
 2º Momento:  Explorar o texto do livro de ciências: o céu e a Terra;
Fazer leitura compartilhada;
Pedir para que enumerem  o  que veem de dia e de noite no céu e no dia-a-dia, enquanto o professor  os escreve no quadro.  
3º Momento:  ler  coletivamente um texto instrucional  de um experimento sobre o tamanho das sombras durante diversas horas do dia no quadro, dando ênfase às características desse tipo de  texto.
4º Momento:  Conduzir os aluno para fora da sala de aula  afim de realizar o experimento presente no texto: o céu e as sombras
5º Momento:  Realizar atividades no livro didático de matemática através de relógios pedagógicos e calendário divisão do tempo em horas exatas, dias, semanas, meses e ano.

SEGUNDO DIA
Conteúdos  da aula:  O céu /O meu lugar no espaço
Disciplinas envolvidas: Ciências, Língua Portuguesa e Geografia e História.
Gênero: Texto informativo
  Objetivos da aula:
·         Reconhecer que o planeta Terra, juntamente com outros astros, está no espaço.
·         Reconhecer que o ser humano desenvolveu equipamentos que lhe possibilitam estudar os astros, como as lunetas e os telescópios.
·         Localizar-se no espaço através do próprio endereço.
 Procedimentos metodológicos:
1º Momento: levar o mapa-múndi para que os alunos  o explorem e façam a  leitura e identifiquem o lugar onde se encontram localizados no mapa.
Explorar os conhecimentos prévios sobre o que eles sabem sobre a própria  localização e qual a função dos mapas.
2º Momento: colorir no caderno e o mapa-múndi, dando ênfase em cores diferentes no mapa da cidade, estado, país e continente em que vivem. Colorir a cidade de rosa; o estado de amarelo; o país de laranja e o continente de vermelho.
3º Momento: Atividade de escrita do próprio endereço e sua localização no espaço: rua, bairro, cidade, estado, país, continente, planeta e sistema solar.
4º Momento: Explorar o texto do livro de ciências: O céu
Pedir para que enumerem astros que veem de dia e de noite no céu, enquanto o professor  os escreve no quadro.  Indagar  a eles por que não vemos as mesmas coisas do dia à noite.
5º Momento:  Realizar atividades escrita do quadro sobre os astros no céu e os instrumentos utilizados pelos astrônomos.
6º Momento:  Conduzir os aluno para fora da sala de aula  afim de realizar o experimento presente no texto: o céu e as sombras

TERCEIRO DIA
Tema da aula: Os dias e as noites
Disciplinas envolvidas: Ciências e língua Portuguesa
Gênero: Música e texto informativo
Objetivos da aula:
·         Reconhecer que a Terra  gira ao redor de seu próprio eixo  ( movimento de rotação);
·         Associar a existência dos dias e das noites e o movimento aparente do Sol ao movimento de rotação da Terra;

 Procedimentos metodológicos:
1º Momento: Iniciar a aula com a leitura do texto informativo do livro didático de ciências: os dias e as noites;
Verificar os conhecimentos que os alunos têm sobre dia, noite e  rotação da Terra.
2º Momento: Ouvir a música “O planetinha” de Pe. Zezinho. Encenar a parte da música que fala sobre os movimentos da Terra.
3º Momento: Fazer uma roda, colocar no centro uma criança que representa o Sol e em volta outra que representa a Terra. A criança irá simular os movimentos em volta de si mesma e ao mesmo tempo em volta do Sol. Mostrar que o movimento que a Terra faz em torno de si mesma nos dá o dia e a noite e o movimento que a Terra faz em volta do Sol nos dá o ano e as estações do ano.
4º Momento: Após ouvir a música e realizar a encenação entregar aos alunos a letra da música e trabalhar uma interpretação de texto.
5º Momento:  Conduzir os aluno para fora da sala de aula  afim de realizar o experimento presente no texto: o céu e as sombras

QUARTO DIA
Tema da aula: A Luz e o calor do Sol
Disciplinas envolvidas: Ciências e Língua Portuguesa.
Gênero: Texto informativo.
Objetivos da aula:
·         Reconhecer que o Sol é a estrela mais próxima da Terra;
·         Compreender a importância da luz e do calor do Sol para a manutenção da vida no planeta;
·         Reconhecer a existência de animais noturnos e diurnos.
 Procedimentos metodológicos:
1º Momento: Inicialmente explorar os conhecimentos prévios que os alunos possuem sobre as  estrelas  e se sabem que o Sol também é uma estrela.
2º Momento: Ler o texto informativo do livro didático de ciências: a luz e o calor  do Sol.
3º Momento:  construir uma lista em forma de tabela com  animais  de hábitos diurnos e noturnos.
4º Momento:  Conduzir os aluno para fora da sala de aula  afim de realizar o experimento presente no texto: o céu e as sombras.

QUINTO DIA
Tema da aula: O espaço e a astronomia/ medidas de tempo.
Disciplinas envolvidas: Ciências, Língua Portuguesa e Matemática.
Gênero: História em Quadrinhos ( tirinhas); texto descritivo.
  Objetivos da aula:
·         Desenvolvem a noção de que estamos cercados pelo espaço;
·         Compreender a importância do astrônomo para o desenvolvimento do conhecimento científico do Universo.
·         Compreender que o tempo, além de ser dividido entre o dia e  noite, pode ser medido em horas, dias, semanas, meses, ano e outras unidades.
 Procedimentos metodológicos:
1º Momento: Conversar com os alunos sobre o fato de não percebermos o  fato de a Terra girar  ou que não estamos de cabeça para baixo e que estamos cercados pelo espaço e além disso que há uma força que  impede nós e a Terra de cairmos em um abismo.
2º Momento: ler a tirinha do livro didático de ciência que mostra como estamos localizados no espaço e outras duas tirinha da Mafalda sobre a localização do espaço e os movimentos da Terra.
3º Momento: fazer demonstração com o globo terrestre em mãos , de como a Terra é uma “bola” solta no espaço, sem que “nada”a sustente a não ser uma força que a deixa sempre em movimento.  Bem como realizar uma experiência com uma lanterna iluminando o globo simulando o Sol.
4º Momento: Realizar leitura e interpretação de texto das  tirinhas exploradas, no caderno.
5º Momento: ler o texto descritivo : o astrônomo do livro didático de ci6encias e fazer uma análise oral do texto e de suas características com os alunos.
  6º Momento:  Realizar atividades com resolução de problemas  sobre a  divisão do tempo em horas exatas, dias, semanas, meses e ano, utilizando o relógio pedagógico e o calendário. 

SEXTO DIA
Tema da aula:  Os movimentos da Terra e as estações do ano.
Disciplinas envolvidas:  Ciências, Língua Portuguesa e Matemática.
Gênero: Poema,  tabela e texto informativo.
 Objetivos da aula:
·         Compreender que quando a Terra  gira e completa uma volta  em torno do Sol no decorrer de um ano ocorre o fenômeno das estações do ano.
·         Identificar as principais características de cada  estação do ano.
 Procedimentos metodológicos:
1º Momento:  conversa informal com os alunos para identificar os conhecimentos prévios deles sobre o assunto. Indagá-los sobre se o clima é igual o ano inteiro ou muda com o decorrer do tempo. Induzi-los a fazer uma classificação desses diferentes períodos do ano.
2º Momento:  ler um texto informativo para que eles compreendam melhor o assunto.
3º Momento:   entregar a eles um poema para leitura afim de realizar a interpretação e identificação das características de cada estação do ano e escrever em uma tabela.
4º Momento:  realizar uma leitura analítica da tabela construída através do experimento da altura da sombra feita nas aulas anteriores.
SÉTIMO DIA
Tema da aula: As fases da lua
Disciplinas envolvidas: Ciências e Língua Portuguesa.  
Gênero: poema  e texto informativo.
 Objetivos da aula:
·         Entender que a Lua é o único satélite natural da Terra;
·         Diferenciar o que é satélite natural de artificial;
·         Compreender que as formas da Lua muda no céu porque assim como a Terra gira em torno do Sol  a Lua também gira em torno da Terra.

Procedimentos metodológicos:
1º Momento:  Indagar aos alunos se quando observam a lua ela é igual todos os dias no céu. Se responderem que não, indagá-los sobre quais os formatos em que ela aparece no céu. Explicar a eles que assim como a Terra gira em torno do Sol a Lua também gira em torno da Terra. 
2º Momento: proporcionar a leitura de um poema que enfatiza as várias fazes que a Lua apresenta no céu e fazer a interpretação.

OITAVO DIA
Tema da aula: O que eu aprendi sobre o espaço?
Disciplinas envolvidas: Ciências e Língua Portuguesa.
Gênero: lista
Objetivos da aula:
·         Retomar os conceitos aprendidos sobre o assunto trabalhado e o vocabulário aprendido;
·         Aplicar em situações novas os conhecimentos aprendidos. 

 Procedimentos metodológicos:
1º Momento: Fazer sondagem oral com os alunos sobre o que aprenderam até o momento.  Pedir para que ajudem o professor a fazer uma listagem no quadro sobre os tópicos e palavras que mais aprenderam nas últimas aulas e se isso foi importante para eles.
2º Momento: distribuir a eles um folha de papel onde desenharão e escreverão sobre o que aprenderam em forma de listagem.
RECURSOS DIDÁTICOS


·         Fita métrica
·         Relógio pedagógico
·         Globo terrestre
·         Mapa-múndi
·         Aparelho de som
·         Livro didático
·         Livro
·         Papel
·         Lápis-de-cor


 AVALIAÇÃO
Inicialmente realizar-se-á  uma sondagem diagnóstica oral para descobrir o que eles sabem sobre o espaço.
No decorrer do desenvolvimento das atividades será observado a participação e o envolvimento do educando;
Ao final da sequência didática realizar-se-á uma atividade avaliativa de desenho livre e de escrita sobre o que aprenderam sobre o espaço.


Quem se interessar pelas  atividades desenvolvidas deixe o e-mail nos comentários. 

Obs. As atividades referentes ao livro didático podem  ser adaptadas ao livro adotado em sua escola.  
Não esqueçam de dar dicas e sugestões nos comentários. 

  
BIBLIOGRAFIA

ABREU, Cristhianny Marques De. Estações do Ano. Disponívem em: < http://ebmdls2011t32.blogspot.com.br/2011/10/estacoes-do-ano.html> Acesso em: 9 setembro 2013.


AS ESTAÇÕES do Ano. Explicatorim.  Disponívem em: < http://www.explicatorium.com/CFQ7-Esta%E7oes-do-ano.php> Acesso em: 9 setembro 2013.

ATIVIDADES - As Estações Do Ano E O Clima. Disponívem em: < http://www.ensinar-aprender.com.br/2011/06/atividades-as-estacoes-do-ano-e-o-clima.html Acesso em: 9 setembro 2013.


ATIVIDADE DE Aprendizagem I – CP2. Aprendendo Física. Disponívem em: <  http://aprendendofisica.pro.br/blog/index.php?s=suleado> Acesso em: 9 setembro 2013.

ATIVIDADES com o mapa-múndi! Trabalhando com mapas.  Espaço Educar. Disponívem em: <  http://espacoeducar-liza.blogspot.com.br/2009/02/mapa-mundi-atividade.html Acesso em: 9 setembro 2013.


CIÊNCIAS. Disponívem em: <  http://profprocop.blogspot.com.br/2011_06_25_archive.html Acesso em: 9 setembro 2013.

FASES da Lua.  Disponívem em: <  http://astro.if.ufrgs.br/lua/. Acesso em: 9 setembro 2013.

MAPA DE Rondônia para colorir.  As novidades. Disponívem em: <http://asnovidades.com.br/mapa-de-rondonia-para-colorir/ Acesso em: 9 setembro 2013.

NUNES, Renata; RODRIGUES, Thaís. Quadrinhos e Charges como recursos didáticos para o ensino de Geografia. Cageos. Disponívem em: <   http://cageos.wordpress.com/2012/09/05/utilizacao-das-historias-em-quadrinho-na-sala-de-aula/ Acesso em: 9 setembro 2013.

O PLANETINHA. Loja de Música. Paulinas, COMEP.  Disponívem em: <  http://www.paulinascomep.org.br/Letra.aspx?obra=008838 Acesso em: 9 setembro 2013.

OS OBJETOS  de Estudo da Astronomia. Astrofísica Geral: Observatório Nacional. Disponívem em: <http://www.on.br/ead_2013/site/conteudo/cap1-viajando/viajando.html> Acesso em: 9 setembro 2013.
PROJETO, Buriti. Ciências (Org). 2. ed. São Paulo: moderna, 2011.

SILVA, Evani Olímpia da. Trabalhando com Poesias. Prazer em Educar. Disponívem em: < http://prazereducar.blogspot.com.br/2011/12/trabalhando-com-poesias.html . Acesso em: 9 setembro 2013.

 

TEIXEIRA, Amanda barros; FAGUNDES Andréa Vassallo. Estudando as estações do ano através de música e poesia Disponívem em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22070 Acesso em: 9 setembro 2013.


WINTERS, Pierre. Estrelas e Planetas. Traduzido por: Arthur Diego Van Der Geest. São Paulo: brinque-book, 2010. 


Links para baixar arquivos com as atividades: 

Atividades:
https://drive.google.com/file/d/0B7kpjRU3vykld21xUXAxZVBLYUk/edit?usp=sharing

Jogo dos astros:
https://drive.google.com/file/d/0B7kpjRU3vyklbHRWLTdHV1hKTWM/edit?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/0B7kpjRU3vyklSWctck1nOTNIQzA/edit?usp=sharing

Slide da apresentação: 
https://drive.google.com/file/d/0B7kpjRU3vyklcnhwX2VUZjQ5NUU/edit?usp=sharing

Cruzadinhas com encontros consonantais

Atividades elaboradas por mim e trabalhadas com meus alunos 





quinta-feira, 31 de julho de 2014

Resenha do livro Psicomotricidade: educação e reeducação num enfoque pedagógico

Resenha feita por: Cleide Merenso dos Reis. 
OLIVEIRA, Gislene de campos. Psicomotricidade: educação e reeducação num enfoque pedagógico. ed. 7ª. Petrópolis: Vozes, 1997.
                Psicomotricidade: educação e reeducação num enfoque pedagógico de Gislene de Campos Oliveira é uma obra que vem mostrar o caráter de prevenção, reeducação e terapêutica da psicomotricidade. A autora  divulga no livro o resultado de pesquisas e estudos realizados nos últimos anos com o objetivo  de contribuir para a compreensão e análise das principais dificuldades de aprendizagem encontradas em sala de aula. Destina-se o livro a profissionais que atuam com crianças da Educação infantil e as séries iniciais do Ensino Fundamental. A obra possui nos 5 seguintes capítulos: Capítulo I – Psicomotricidade; Capítulo II – Desenvolvimento da psicomotricidade; Capítulo III – Aprendizagem da leitura e Escrita; Capítulo IV – Dificuldades de Aprendizagem e  Capítulo V – Conclusões e Prospecções.
No Capítulo I – Psicomotricidade – a autora afirma que muitas das dificuldades de aprendizagem apresentadas pelas crianças podem ser sanadas na própria escola, em vez de serem enviadas a especialistas. Isso se os profissionais da mesma conhecerem as questões psicomotoras e sua aplicação de forma simples e eficiente. Nesse sentido Oliveira diz que ao nascer o cérebro da criança ainda não se encontra plenamente desenvolvido. Para tal não basta apenas uma boa nutrição, uma boa educação psicomotora também contribui muito para a maturação do mesmo, facilitando a aprendizagem.
Inicialmente ela começa a descrever os diversos movimentos existentes: os movimentos voluntários, que são intencionais  como andar em direção a um objeto, depende da aprendizagem; os movimentos reflexos que são  não-intencionais, podem ser inatos ou adquiridos; e os movimentos automáticos, que dependem de aprendizagem e da vontade do individuo, porém com o hábito eles se tornam automático, como por exemplo: andar de bicicleta, nadar, tocar piano, etc. Mais adiante ela passa a descrever o Tônus Muscular que é uma tensão psicomotora da qual depende as atividades de coordenação e outros movimentos.
 Porém o que é a Psicomotricidade? Ao definir psicomotricidade a autora afirma ser uma íntima relação entre a mente e o movimento e que seu desenvolvimento apropriado contribui para a aprendizagem em sala de aula no que se refere à prática de leitura e escrita.
No Capítulo II – Desenvolvimento da psicomotricidade - a autora descreve os diferentes tipos de coordenação motora:  a global, que consiste nos movimentos amplos, como andar, correr, pular; a fina – coordenação das mãos e óculo-manual – articulação entre movimentos das mãos e dos olhos – importantes para a pega correta do lápis , a leitura e a escrita.
A seguir Oliveira ressalta a importância do desenvolvimento de um adequado esquema corporal, pois contribui muito para a aquisição de conceitos de espaço, como; embaixo, em cima, direita e esquerda, etc. Além disso  ressalta a importância do espelho na aquisição dessa habilidade. Também aborda as três  etapas do esquema corporal, a saber: Corpo vivido ( ao 3 anos): a criança não tem consciência do seu “eu”; Corpo percebido ou “descoberto” ( 3 a 7 anos): Passa pelo processo de interiorização do corpo; Corpo representado ( 7 a 12 anos): representação mental da imagem do corpo. As perturbações que podem ocorrer  no esquema corporal podem prejudicar o hábito visomotor, o que interfere na leitura e escrita.
Ligada ao esquema corporal está a  lateralidade, que  é a propensão que o ser humano possui de utilizar preferencialmente mais um lado do corpo do que outro, em três níveis: mão, olho e pé. O que determina a lateralidade? foi a historicamente determinada? A hereditariedade?  A dominância cerebral? Ou a influência do meio psico-social-afetivo e educacional?  
Ao nascer a criança ainda não tem uma lateralidade definida, é um processo de evolução que tem sua definição por volta dos 7 anos. A mesma não pode ser forçada, deve ocorrer naturalmente. Perturbações na lateralidade podem acarretar diversas dificuldades nas crianças, como: a aquisição de conceitos de direita e esquerda, leitura e escrita, postura, etc.
O que depende também de um bom conceito de lateralidade e estruturação corporal é  a  estruturação espacial , que é a consciência do espaço e dos objetos que o ocupam. É importante para o desenvolvimento aritmético, a escrita de números e letras. A criança não nasce com a estruturação espacial definida, é uma elaboração mental que se constrói com sua relação com o meio. É importante para a escrita da criança no papel com pauta.
As dificuldades apresentadas pela má estruturação espacial são diversas, por exemplo: podem não discriminar a direção de certas letras e números: 6 e 9; p e b; b e d; p e q; falta de orientação espacial no papel na leitura e na escrita, etc. e problemas na reversibilidade.
A estruturação temporal, também  está intimamente ligada ao espaço, por isso a expressão espaço-temporal. Há uma grande ligação entre a orientação temporal e a linguagem, para ler, por exemplo, é necessário que se possua domínio do ritmo, uma sucessão de sons no tempo.
A estruturação temporal não é um conceito inato e sim aprendido. 1º aquisição dos elementos básicos; 2º consciência das relações no tempo; 3º representação mental e orientação temporal – simultaneidade, ordem e seqüência, renovação cíclica de certos períodos e ritmo.
As perturbações da má orientação temporal podem ser: escrever palavras emendadas; trocar letras, etc.
Por fim  acuidade visual e auditiva, sendo que a primeira é importante para a discriminação dos símbolos da escrita de números e letras, a movimentação correta dos olhos no momento da leitura. Uma  má discriminação visual pode confundir letras simétricas, como; d e b; n e u; p e q; e movimento desordenado dos olhos na hora da leitura. E a segunda possibilita a retenção e recordação dos sons das palavras, muitas dificuldades na leitura e escrita se dá porque as crianças se esquecem do som que os símbolos representam.
No Capítulo III – Aprendizagem da leitura e Escrita – a  autora concebe a linguagem da fala como imprescindível para a aprendizagem da leitura e escrita. Problemas na fala podem acarretar atrasos na aquisição dessas habilidades.
O desenho é a primeira manifestação gráfica da criança. De início – garatujas – depois toma forma e significados. O desenho livre da criança pode ser visto como uma escrita, uma caligrafia.
A leitura, para a autora,  é muito mais que decifrar símbolos e sons, é necessário compreendê-los, e para desenvolvê-la é necessário  adquirir habilidades psicomotoras.
Para Oliveira a  escrita é um ato motor, por isso o desenvolvimento do mesmo é importante. A cópia é uma forma interessante para tal. No entanto é preciso ter  cuidado com a cópia, a mesma não deve ser algo rotineiro em sala de aula, deve-se ter objetivos, como os defendidos pela autora. O ditado também é importante, pois se a criança não lê, ela não consegue escrever.
No Capítulo IV – Dificuldades de Aprendizagem –  são apresentadas as  causas de dificuldades de aprendizagem que podem ser: intra-escolares ( métodos inadequados, por exemplo), deficiência mental, déficit auditivo-visual, mau desenvolvimento da linguagem, problemas emocionais,  fatores ambientais ( nutrição e saúde), deficiências não-verbais (relacionadas ao mau desenvolvimento psicomotor), falta de maturidade, dislexia, etc.
A dislexia de  modo geral é a dificuldade específica na leitura e escrita sem que a criança apresente qualquer problema de inteligência. A criança sempre apresenta os mesmos erros específicos repetidamente. O diagnóstico do problema deve ser feito de maneira cuidadosa, pois muitas das dificuldades podem ser confundidas com as relacionadas com as deficiência no desenvolvimento da psicomotricidade. 
No Capítulo V – Conclusões e Prospecções – a autora conclui assim a sua obra:

 Não se pode chamar uma equipe multidisciplinar para diagnosticar as dificuldades apresentadas por cada aluno. O professor, soberano no processo ensino-aprendizagem desenvolvido em sala de aula, se for bem esclarecido e capacitado, terá condições para sanar muitas delas, e deixar para outros profissionais casos de “fogem” de sua alçada (  OLIVEIRA, 1997, p. 135-136).



Pode se dizer que a obra contribui grandemente para o conhecimento dos professores para uma melhor atuação em sala de aula no que diz respeito a identificação de dificuldades de aprendizagem. Longe de indicar o professor como o único profissional responsável pela tarefa do diagnóstico, Oliveira o coloca como aquele, que por estar mais próximo do educando, o conhece muito mais do que especialistas vindos de fora. Muitas vezes esses profissionais  tiram conclusões precipitadas e descontextualizadas da realidade do aluno e em vez de resolver o problema acaba criando outros. O professor, então deve ser o principal identificador e mediador de tais diagnóstico sem, é claro, se envolver em questões que não fazem parte de sua especialidade.    

Política e pedagogia à luz do mito da caverna de Platão

O “Mito da Caverna”, uma alegoria de aplicação universal, ideia genial nascida no mundo das ideias de   Platão encontra-se  no centro do Diálogo em  A República.
            O “Mito da Caverna” impulsiona uma transformação interior do indivíduo de modo a abalar as estruturas de ideias fixas, de valores dogmáticos para um mundo de reflexão e crítica. Trata-se de um salto epistemológico e existencial da pessoa que passa por esse processo. Entretanto  é confrontado por um  lado sombrio da grande maioria que possui um tendência quase que inata  a acatar ideias dogmáticas, porém confortadoras.
            Assim diante de um mundo onde não se pode confiar nos  sentidos, no que se vê, com dimensões  até mesmo aparentemente conspiratórias. Sendo esse estado de coisas presente em todas as dimensões da vida cotidiana, tanto econômica, religiosa, midiática,  política, pedagógica, etc.
            Na dimensão política pode se dizer que essa falsa apresentação do mundo seja apenas características de governos autoritários ou  totalitários. Entretanto até mesmo em ditas democracias, estado democrático de direito, pode-se identificar essa dimensão quase conspiratória e alienante. Podemos viver em ditaduras democrática? Evidentemente que o paradoxo está claro. Mas pode-se sim viver a ditadura da maioria. Sendo que a opressão da minoria pode ser legitimada, sem que se perceba que o que se diz democrático são os direitos e deveres e não meramente opiniões. Na verdade não importa qual o regime. O que importa é conhecer o a essência da natureza humana, que é quase  sempre a do interesse, mesmo que essa interesse seja com as mais “puras” intenções. Salvo exceções evidentemente.       
            Perceber essa nuance é fundamental para que se atinja um nível mais crítico, eis que surge aí uma luz na escuridão. O espírito encarcerado passa a partir para a ação. Emergir-se para o mundo das ideias, do saber, do conhecimento, é algo libertador. Porém não se trata de um conhecimento dogmático de outrora. O conhecimento  limitado, até onde os outros queriam que ele soubesse. E sim um conhecimento que nasce de uma mente livre. Livre dos dogmas políticos. Assim deixa de ser oprimido. Porém se vê agora na missão de “ evangelizar”. Descobriu uma boa nova e agora que contar para todo mundo. Mas logo percebe que  esse processo não ocorreu com todos.  Os outros ainda estão na escuridão, dispostos a defender o opressor com unhas e dentes. Sem percebem, no entanto, que estão contra si mesmos. Isso culmina como sempre na morte, real ou simbólica,  daquele que quer libertar.
            Falta aqui  a desenvoltura da  figura do pedagogo, da dimensão pedagógica.  Didático, ele poderia desembaraçar lhes a visão utilizando o próprio conhecimento sobre o mundo sensível e ir aos poucos clareando a mente. Tal como os olhos, acostumados a escuridão, precisa abrir aos poucos para se acostumar com a luz ofuscante.
            Imergido em uma escuridão, a loucura dogmática faz sentido, mas aos iluminados não faz nenhum. Então a  missão do professor não é simplesmente contar o que viu. E sim possibilitar a seus pupilos oprimidos politicamente, em sua dignidade e direitos fundamentais,  os mesmos processos de descoberta pelo qual passou.
            A mera exposição dos conhecimentos, em um molde tradicional de transmissão de conteúdos acríticos  e descontextualizados só pode gerar efeitos contrários. Mesmo que bem  recebidos, esses conteúdos  inovadores e libertadores, podem ser assimilados  como novos dogmas de uma nova religião. E não é isso que o professor revolucionário quer. Ele quer a transformação, ele não que pessoas que apenas acreditam como ovelhas, mas que queiram conhecer. Acreditar já acreditavam antes. O que devem se dar conta é que o conhecimento é uma  eterna construção-desconstrução, não há uma outra saída para isso. E isso é desconfortante. Um conhecimento seguro, imutável, nos é muito agradável.  Aquele que ousa tirar-nos esse conforto corre um sério risco de vida. Conhecimentos assim são dados por deuses, pelos anciãos experientes, por mestre inquestionáveis e ninguém pode ousar desafiá-los, sob pena de perder a vida. Uma vez que desestrutura a ordem estabelecida. Esse é o maior problema que pode matar o professor precipitado. Como aquele que é morto por seus próprios pupilos.
            Num mundo, onde as toneladas de informações estão no ar, poder-se-ia afirmar que o que não nos falta é o conhecimento. Porém são incapazes de filtrar essas informações.  Para a concepção de uma mente livre e pensante é necessário mais que informação. É necessário um despertar interior. Algo que um bom mestre,  num processo  maiêutico e dialético pode proporcionar. O mundo real está no mundo das ideias. O despertar interior do pupilo  é algo a ser instigado pelo mestre. Assim o verdadeiro mestre é aquele que consegue fazer perceber o estado de ignorância do pupilo. E este a admite não como uma fraqueza e sim como uma força propulsora, um ponto de partida para o verdadeiro conhecimento.

            

Atividades de alfabetização silábica

Sei que esse método é bastante criticado. Porém é a única maneira que encontrei de trabalhar  alunos com  muitas  dificuldades de aprendizagem.  Eu mesma elaborei e tenho tido resultados animadores. Quem se interessar pelo arquivo completo mande-me um e-mail para: cleidemerenso@hotmail.com ou deixe o e-mail nos comentários.